Se tem uma coisa que eu sempre fico animada é quando adaptam universos que eu cresci acompanhando… e Mortal Kombat é exatamente isso pra mim. Então sim, fui assistir Mortal Kombat 2 já com expectativas — e talvez esse tenha sido o “problema”.

Ficha Técnica

Mortal Kombat 2 (2026)
Elenco: Karl Urban, Adeline Rudolph, Sophia Xu, Jessica McNamee, Josh Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Tati Gabrielle, Lewis Tan, Damon Herriman, Chin Han, Tadanobu Asano, Hiroyuki Sanada, Martyn Ford, Desmond Chiam, Ana Thu Nguyen, Max Huang, CJ. Bloomfield, Joe Taslim
Diretor: Simon McQuoid
Sinopse: Desta vez, os campeões favoritos dos fãs — agora com a adição de Johnny Cage — são colocados uns contra os outros em uma batalha sangrenta e sem limites, para derrotar o domínio sombrio de Shao Kahn, que ameaça a própria existência do Reino da Terra, e de seus defensores.
Vamos falar do filme em si
O filme é bom? É. Ele entrega ação, lutas bem coreografadas e aquele fanservice que a gente espera. Dá pra sentir que houve um cuidado maior em expandir o universo e dar mais peso pra história. Sem contar uma participação especial de quem joga os games desde da década de 90, vai ficar com lágrimas nos olhos.
Mas… nem tudo me ganhou.
O protagonismo da Kitana
Uma coisa que me incomodou bastante foi o destaque dado pra Kitana. Eu entendo a importância dela dentro dos novos jogos – Mortal Kombat 1 mudaram tudo, principalmente quando a gente entra em questões de reinos, linhagem e política. Só que aqui, a sensação que tive foi que ela acaba sendo colocada num nível de protagonismo que meio que apaga outros personagens clássicos.
E pra quem jogou os jogos antigos, isso pesa.

Mortal Kombat sempre foi muito sobre o equilíbrio entre seus lutadores icônicos — cada um com seu espaço, sua identidade, sua importância. Quando o filme começa a puxar demais pra um lado, parece que perde um pouco daquela essência mais “raiz” que fez a franquia ser o que é.
Não chega a estragar o filme, longe disso. Ainda é uma experiência divertida, principalmente se você curte ação e o universo da franquia. Mas fica aquela sensação de que dava pra equilibrar melhor os personagens e respeitar mais o peso dos clássicos.
Sonia Blade e Raiden ficaram meio como personagens de suporte para que Kitana pudesse brilhar!
Violência e gore: passou do ponto?
Outro ponto que me pegou — e aqui vai muito do gosto pessoal mesmo — foi o nível de violência. Eu sei que Mortal Kombat 2 carrega essa identidade mais brutal, faz parte da essência da franquia desde os jogos. Só que, em alguns momentos, achei que o filme exagera um pouco no gore.
Teve cenas que, sinceramente, assisti de olhos fechados.
Não é nem pela existência da violência em si, mas pela forma como ela é explorada. Em certos momentos parece mais um choque visual do que algo que realmente contribui pra narrativa ou pra construção das lutas. Pra quem curte esse estilo mais explícito, pode funcionar muito bem. Mas pra mim, acabou tirando um pouco da imersão em vez de somar.
Ainda assim, é aquele tipo de coisa que divide opiniões — e talvez seja exatamente essa intensidade que muitos fãs esperam ver na tela. Lembrando que o filme é +18, pelo tanto de sangue em cena! Por sinal, reclamei sobre isso quando falei do primeiro filme aqui no blog.
Trailer e onde assistir
Se você ainda está em dúvida se vale a pena assistir, o trailer de Mortal Kombat 2 já dá um bom gostinho do nível de ação (e do caos) que o filme entrega — então vale dar o play antes de decidir.
E fica a dica: se quiser revisitar a história ou relembrar os acontecimentos, o primeiro filme da franquia está disponível na HBO Max. Recomendo bastante assistir pois é citado acontecimentos desse filme.
Vale a pena assistir?
No fim, saí do cinema pensando: gostei, me diverti… mas queria ter gostado mais.
E você, já assistiu? Teve essa mesma sensação ou curtiu esse novo foco?



